17 de dez. de 2018

ZAYN - Dusk Till Dawn ft. Sia (Official Music Video)



Can you feel where the wind is?
Can you feel it through
All of the windows
Inside this room?

24 de nov. de 2018

HISTEDBR nas (tristes) eleições


NOTA SOBRE A ATUAL CONJUNTURA ELEITORAL


Nesta conjuntura de profunda crise política o Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR), considerando a disputa no segundo turno das eleições presidenciais, vem manifestar-se resolutamente contra a candidatura que representa a barbárie, a ditadura, a tortura, o racismo, a homofobia, a perda do controle das riquezas nacionais, a perda de direitos trabalhistas e de cidadania. Diante da polarização das duas candidaturas é preciso aprofundar o debate sobre os projetos políticos para o país, apoiando a civilização contra a barbárie; a liberdade democrática e o respeito aos direitos humanos contra a ditadura, a tortura e o fascismo. Nessa direção somente a vitória de Haddad pode assegurar o retorno de políticas sociais para os que vivem do trabalho e a garantia de educação para todos e de políticas públicas para o desenvolvimento científico e tecnológico com a preservação de nossas riquezas e da soberania nacional.


Dermeval Saviani

José Claudinei Lombardi

10 de set. de 2018

A violência contra mulher na Lei 11340/2006



LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006.

Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.



CAPÍTULO II - DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER

Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.

IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.

V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

30 de jul. de 2018

Que justiça...?



São Paulo – Há, no sistema jurídico nacional, uma política entre grupos de juristas influentes para formar alianças e disputar espaço, cargos ou poder dentro da administração do sistema. Esta é a conclusão de um estudo do cientista político Frederico Normanha Ribeiro de Almeida sobre o judiciário brasileiro. O trabalho é considerado inovador porque constata um jogo político “difícil de entender em uma área em que as pessoas não são eleitas e, sim, sobem na carreira, a princípio, por mérito”.





26 de jun. de 2018

Sobre a Teoria do Capital Humano (TCH)

"Por isso que a teoria do "capital humano" não consegue responder à questão: os países subdesenvolvidos e os indivíduos pobres e de baixa renda assim o são porque têm pouca escolaridade ou têm pouca escolaridade porque são subdesenvolvidos e pobres? Somente uma análise histórica da escravidão, do colonialismo e do imperialismo, por um lado, nos evidenciaria que os países que têm menos escolaridade são aqueles que foram submetidos a um ou a todos estes processos. Por outro lado, quando examinamos quem, no Brasil, por exemplo, é analfabeto ou não atingiu mais que quatro anos de escolaridade, vemos que é a grande massa de trabalhadores de baixa renda.

Daí que uma análise histórica nos permite afirmar exatamente ao contrário da ‘teoria do capital humano’: a baixa escolaridade nos países pobres deve-se a um reiterado processo histórico de colonização, relações imperialistas e de dependência mantidas por uma aliança de classe entre os países centro-hegemônicos do capital e da periferia. E o acesso desigual e a um conhecimento desigual para os filhos da classe trabalhadora, igualmente, deve-se a uma desigualdade estrutural de renda e de condição de classe"

(Frigotto, 2009)



24 de jun. de 2018

Marx & Engels


"As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, ou seja, a classe que é o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, o seu poder espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios para a produção material dispõe assim, ao mesmo tempo, dos meios para a produção espiritual, pelo que lhe estão assim, ao mesmo tempo, submetidas em média às ideias daqueles a quem faltam os meios de produção espiritual. As ideias dominantes não são mais do que a expressão ideal das relações materiais dominantes, as relações materiais dominantes concebidas como ideias; portanto, das relações que precisamente tornam dominante uma classe, portanto as ideias do seu domínio. Os indivíduos que constituem a classe dominante também têm, entre outras coisas, consciência, e daí que pensem; na medida, portanto, em que dominam como classe e determinam todo o conteúdo de uma época histórica, é evidente que o fazem em todas a sua extensão, e portanto, entre outras coisas, dominam também como pensadores, como produtores de ideias, regulam a produção e a distribuição de ideias do seu tempo; que, portanto, as suas ideias são  as ideias dominantes da época". (p.56)


- A Ideologia Alemã - Marx & Engels

3 de jun. de 2018

Psicanálise...

"Mas como você se sente sobre isso? - perguntou o psicanalista ao seu paciente. Talvez ele não saiba, ainda, responder.

Angústia sem nome, mas tão sem nome que pode ser chamar pânico? Tão comum nos dias de hoje. Mas o que pensar sobre?
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Embora o ataque de pânico costume durar alguns minutos, para quem o sente parece uma eternidade. Além das manifestações físicas de alerta, como sensação de sufocação, tontura, sudorese, tremores e taquicardia, enjoos, os pacientes com transtornos de pânico geralmente têm a sensação de morte.
Um paciente que vive o pânico acaba vivendo uma constante ansiedade derivada da preocupação sobre quando e onde o próximo ataque irá ocorrer.
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Os ataques podem aparecer sem desencadeantes ambientais ou intrapsíquicos aparentes, contudo, em análise se pode levar o paciente a uma maior reflexão e percepção sobre sua angústia. Expectativas demais? Sentimento de desamparo? Perdas? Todos são relatos comuns quando se trata do assunto.
Muitas das perdas citadas ainda podem ser associadas a experiências da infância, nas quais o vínculo com um dos pais é vivido como ameaçador ou crítico. São vividas então dificuldades em se sentir seguro, "amparado". Uma separação materna precoce ou vivências de privação são também relatos comuns desses pacientes.
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Sentem dificuldades em sentir e viver alguns sentimentos como a raiva, temendo destruir o que tenta se construir. Lidar com a dependência/independência é algo complicado, afinal suas bases não costumam ser tão seguras. E como dói perceber isso!
Talvez seja mais fácil para o paciente lidar com o adoecimento recorrente, seja pela angústia ou somatizações constantes, do que com as percepções da própria vida.
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Por isso o trabalho da psicanálise busca estar ali com o paciente para que ele possa viver suas angústias."

2 de mai. de 2018

1º de maio.


"Meus amigos, minhas amigas, o Brasil vive esse 1º de Maio com tristeza mas esperança.

É com tristeza que vivemos um momento onde a nossa democracia está incompleta, com um presidente que não foi eleito pelo povo no poder. O desemprego cresce e humilha o pai de família e a dona de casa. Em uma força de trabalho superior a 100 milhões de pessoas, apenas 33 milhões têm carteira assinada, o número mais baixo em 6 anos.

Uma multidão de mais de 13 milhões está desempregada e outros tantos milhões em subempregos ou na informalidade. O país sofreu com a reforma do governo Temer o mais duro golpe nos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo do século XX.

É com tristeza que vemos a economia patinar, conquistas democráticas serem revogadas e a maioria da população fazendo sacrifícios diariamente. O direito ao trabalho, a proteção da lei, ao estudo, ao lazer tem sido cada vez mais restritos.

A mesa já não é farta, e até para cozinhar o pouco que tem muitas famílias catam lenha porque não podem mais pagar o bujão de gás. Crianças e jovens perdem o futuro que lhes garantimos e a porta de acesso ao ensino superior que tiveram nos governos nos quais servimos em benefício daqueles que mais precisavam.

Vocês se lembram da prosperidade do Brasil naqueles tempos. Quando o Brasil ia bem e parte da imprensa reclamava o tempo inteiro. Agora o Brasil vai mal e os mesmos falam em “retomada da economia”. A sabedoria popular contra essa propaganda massiva, em especial das Organizações Globo, que controlam a maior parte das comunicações desse país, revela-se nas pesquisas, onde o povo mostra que sabe o caminho para voltar a ter um Brasil melhor, com mais inclusão social, democracia e felicidade.

Um Brasil onde os trabalhadores tenham direito a ter direitos. Onde os trabalhadores possam ter uma vida digna. Onde as crianças possam ter uma boa educação. Onde nenhum menino ou menina passe fome ou fique pedindo esmola em um farol. Onde o filho do pedreiro possa fazer uma faculdade e virar doutor. Um país do qual possamos ter orgulho.

Sabemos que esse Brasil é possível. Mais do que isso, já vivemos nesse Brasil há muito pouco tempo atrás.

Por isso a esperança! A esperança que retomamos neste 1º de Maio unificado não é apenas um desejo, é algo que buscamos em nossa luta democrática em todos os dias. Ela nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade.

Viva o Dia dos Trabalhadores! Viva os trabalhadores brasileiros! Viva o Brasil!"


Luiz Inácio Lula da Silva

Curitiba, 1º de maio de 2018.

http://www.pt.org.br/mensagem-de-lula-ao-povo-brasileiro-no-dia-do-trabalhador/

22 de abr. de 2018

Salve meu país

Um Golpe nacional, uma sigla culpabilizada.
muitos retrocessos.

Uma vereadora de esquerda, negra e favelada assassinada.
muita tristeza.

Um ex-presidente popular preso sem provas.
muita guerra.

A violência do imperialismo no oriente médio (e no mundo),
muita destruição e medo.

Um povo em desespero, desemprego, fome, desabrigo, sede.
muita dor.

Para sempre.. muita Luta.


Para os dias de felicidade e tristeza, Ludovico.


15 de abr. de 2018

Conversa com os orixás


‘Fui convidado a uma festa com todos os orixás, mas apenas podia me dirigir a eles uma vez e com uma única pergunta. Assim o fiz.

A Exu perguntei: Como movimentar a vida quando tudo se encontra cristalizado?
Exu respondeu: Produzindo inversões nos padrões que estão estabelecidos.

A Ogum perguntei: Como abrir meus caminhos quando eles se encontram fechados?
Ogum respondeu: Com a coragem do guerreiro que nunca se dá por vencido.

A Oxossi perguntei: Como distribuir fartura para aqueles que amo?
Oxossi respondeu: Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar.

A Omolu perguntei: Como curar os outros, mesmo estando ferido?
Omolu respondeu: Aprendendo que a dor dos outros não é menor que a sua. Nenhuma dor deve ser desprezada. Abra mão de seu ego e será capaz de se curar, curando.

A Oxumarê perguntei: Como ser capaz de se regenerar de tempos em tempos como a serpente?
Oxumarê respondeu: Deixando morrer a pele que já não te serve mais. Enquanto você insistir em habitar uma pele morta, sua vida não poderá ser regenerada.

A Ossain perguntei: Por que a verdadeira magia está na simplicidade das ervas?
Ossain respondeu: Porque só através de muito esforço conseguimos ser simples como a natureza!

A Nanã perguntei: Como cuidar da minha ancestralidade?
Nanã respondeu: Tendo a consciência que um dia você também será um ancestral. Cuide de seus ancestrais como você gostaria que seus descendentes cuidassem de você.

A Oxum perguntei: Como encontrar o amor verdadeiro?
Oxum simplesmente disse: Olhando sempre para o espelho.

A Iansã perguntei: Como ser livre e independente como o vento?
Iansã respondeu: Sabendo reconhecer aquilo que te aprisiona. Se você não souber o que te prende, jamais será capaz de fluir como o vento.

A Xangô perguntei: Como aprender a ser justo?
Xangô respondeu: Sabendo ouvir a todos e desprender-se do ego.

A Obá perguntei: Como perseverar enquanto tudo desmorona?
Obá respondeu: Mantendo o amor intocável dentro de si mesmo.

A iyewa perguntei: Como ter visão espiritual?
Iyewa respondeu: Conectando-se profundamente aos ciclos naturais e às energias universais.

A Logun-Edé perguntei: Como ser flexível?
Logun respondeu: Tendo capacidade de se adaptar a qualquer ambiente.

A Iemanjá perguntei: Como encontrar harmonia e paz na família?
Iemanjá respondeu: Sendo você mesmo a paz que deseja.

A Oxalá perguntei: Como semear a paz em meio à guerra?
Oxalá respondeu: Ouvindo tudo que você ouviu até aqui e aplicando em sua vida...’