3 de jun. de 2018

Psicanálise...

"Mas como você se sente sobre isso? - perguntou o psicanalista ao seu paciente. Talvez ele não saiba, ainda, responder.

Angústia sem nome, mas tão sem nome que pode ser chamar pânico? Tão comum nos dias de hoje. Mas o que pensar sobre?
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Embora o ataque de pânico costume durar alguns minutos, para quem o sente parece uma eternidade. Além das manifestações físicas de alerta, como sensação de sufocação, tontura, sudorese, tremores e taquicardia, enjoos, os pacientes com transtornos de pânico geralmente têm a sensação de morte.
Um paciente que vive o pânico acaba vivendo uma constante ansiedade derivada da preocupação sobre quando e onde o próximo ataque irá ocorrer.
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Os ataques podem aparecer sem desencadeantes ambientais ou intrapsíquicos aparentes, contudo, em análise se pode levar o paciente a uma maior reflexão e percepção sobre sua angústia. Expectativas demais? Sentimento de desamparo? Perdas? Todos são relatos comuns quando se trata do assunto.
Muitas das perdas citadas ainda podem ser associadas a experiências da infância, nas quais o vínculo com um dos pais é vivido como ameaçador ou crítico. São vividas então dificuldades em se sentir seguro, "amparado". Uma separação materna precoce ou vivências de privação são também relatos comuns desses pacientes.
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Sentem dificuldades em sentir e viver alguns sentimentos como a raiva, temendo destruir o que tenta se construir. Lidar com a dependência/independência é algo complicado, afinal suas bases não costumam ser tão seguras. E como dói perceber isso!
Talvez seja mais fácil para o paciente lidar com o adoecimento recorrente, seja pela angústia ou somatizações constantes, do que com as percepções da própria vida.
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Por isso o trabalho da psicanálise busca estar ali com o paciente para que ele possa viver suas angústias."

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